quando comecei a escrever aqui (pela terceira vez, claro, posto que sou a maior maria-apaga da história dos blogs), o casamento já estava a mais de meio caminho andado, então muita coisa que decidi para a festa não está dito aqui. e aí resolvi contar tudo do começo. só que aos poucos.
este post vai especialmente para as neonoivas gábe e elisa, que ainda estranham a aliança no dedo enquanto a minha já proteje uma marca fina branca na mão bronzeada do sol de fortaleza.
no meu checklist mental, a primeira coisa que precisei decidir foi sobre a configuração da festa. se seria em canoa quebrada (pois é, já quis, mas é loucura total), ou num sítio, ou buffet, ao ar livre, de dia, de noite, se ia casar na igreja ou se ia só fazer um jantar. não sou a pessoa mais tradicional que você conhece, mas decidimos, eu e álvaro (um noivo muito OPINIOSO) que seria o tradicional combo igreja + buffet. resisti um pouco no começo porque sempre quis casar de dia, mas depois lembrei do casamento que fui 10h da manhã e fiquei muito chateada porque atrasou e deu 11h e fiquei com o calor e a maquiagem escorrendo e a escova do cabelo saindo e meu cabelo enrolando na nuca. pelo amor que tenho por minhas convidadas amadas, por mim e pelo mundo, aceitei a noite. não moro numa cidade fácil.
marquei o casamento pro cinco de abril porque é um dia simbólico. é meu aniversário, mas não por isso, e sim porque todo cinco de abril tem sido importante pra nós dois. o começo do namoro em 2009, a primeira viagem com cara de luademel em 2010, o pedido de casamento em 2011. então nada mais justo que casar no dia da sorte. mas em 2012 o cinco de abril caiu no dia em que judas fofocou sobre jesus e, como optamos por casamento religioso, fui impedida de casar no meu dia. a igreja do pequeno grande só lembrou disso muito perto de 2012 começar e por isso, perdi todos os finais de semana disponíveis do buffet, precisando adiar para 19 de julho, uma quinta-feira que não é santa, que não é nada, mas que se transformará num dia celebrável durante longos anos.
troquei de igreja, escolhi a paróquia da paz. porque acho linda, porque é no meireles (tou brincando), porque fomos batizados lá, porque adoro os tijolinhos, os vitrais.
o bouganville buffet estou decidida desde o começo, desde antes de ser oficialmente noiva, desde quando fui para alguns casamentos lá e achei tudo incrível, os salgadinhos sequinhos, o serviço impecável, o ar condicionado truando, e o preço do orçamento que endoideceu meu coração. e porque amo buffet com salão pequeno, com as mesas aproximadas, ninguém disperso, ninguém separado, todo mundo junto, unido, se amando, suando, bebendo, brindando. sou muito exagerada.
o mais importante, depois de escolher a data, a igreja e o buffet (ou a rua, a chuva, a fazenda), é fazer o esboço da lista de convidados, pra ter ideia de quantos serão. pra quem já sabe um número limite, é importante fazer a lista para saber se realmente é possível um casamento para este número. eu, por exemplo, paguei ano passado um casamento para 200 convidados, e achava que era suficiente. hoje a minha lista, enxugada e cortada com dor e sofrimento, possui 370 convidados. será uma festa para 300, e dos 370, ainda cortaremos 30 pessoas. triste. esse é o pior dilema da noiva pobre.
uma dica preciosa sobre os padrinhos: também faça um esboço dos casais, defina bem direitinho logo no começo, talvez até antes de começar a escolher os convidados, mas nunca, NUNCA divulgue antes de faltar uns três meses pro casamento. o posto de padrinho é muito importante, e é um vacilo muito grande avisar a uma pessoa 10 meses antes da festa que ela será madrinha, porque tudo no mundo pode acontecer, e desfazer um convite desses é deselegante demais. não que eu tenha me arrependido de alguém, mas teria, se eu tivesse convidado assim que fiz a primeira lista com o álvaro, porque muita coisa mudou, muita gente saiu, muita gente entrou e eu estaria num imprensado muito grande se tivesse que desfazer a lista.