primeiro

Não sou boa leitora de mapas. Pouco me diziam as setas que apontavam ao Pavilhão Sul, e minha timidez territorial foi imediatamente esquecida quando resolvi perguntar os caminhos, os nomes, de onde vêm, o que fazem ali. Imediatamente já conversávamos sobre o curso, o design, a cidade do Porto, a chuva que pouco dá trégua, olhávamos os relógios, dá tempo pra mais um café, alguém diz. Mais tempo para mais uma pergunta, um comentário, uma curiosidade. De repente o sol, o calor inesperado, nós nos desfazendo das jaquetas, e na hora de subir, um susto ao ver a sala inteira. Nunca imaginei que éramos tantos. Passo rapidamente os olhos nos olhos de alguns e percebo o quanto somos diferentes, começam a falar e vejo a mistura de sotaques, idiomas, expressões, um português bonito, ágil, desenhado, poético. Alguém tenta um inglês tímido. Outros apenas sorriem.

Depois disso os professores, apresentações, instalações, muitas escadas, algumas surpresas, vinho do Porto e as primeiras risadas.

Ainda bem que não sou boa leitora de mapas.

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